Aqueles Queridos Anos 2000: “Sound Of Silver”, LCD Soundsystem

por Livio Vilela em 31 de janeiro de 2010 

em Aqueles Queridos Anos 2000,Especiais

por Tomás Pinheiro

Se tem uma persona que marcou essa década foi esse tal de James Murphy. O “mastermind” por trás de uma das principais gravadoras dessa década, a DFA, e o cérebro para o LCD Soundsystem, Murphy virou meio que um deus na indústria. Tudo que ele toca acaba virando ouro (ouça DFA compilation #2), e não é a toa, que dois discos de sua banda estejam em várias listas de melhores da década. “Sound Of Silver”, o segundo, é sem dúvida o melhores deles. Um híbrido quase perfeito entre rock e dance music.

“Sound Of Silver” não tem uma faixa fraca e muitas delas acabaram se tornando hinos dessa década. O que dizer de “Someone Great”, provavelmente a mais intensa meditação sobre perda (e que batida!) feita nos últimos anos? “All My Friends”? “O” hino que nos atropela como um trem, com o refrão mais grito-de-desabafo da década. A mistura de Zappa com Brian Eno em “Get Innocuous!”. A space-disco viajante de 8 mintuos que da nome ao disco. Tudo aqui é simplesmente incrível.

O primeiro disco do LCD foi uma obra pessoal de Murphy: ele basicamente tocou, criou, e finalizou tudo no disco. Já o “Sound Of Silver” é um álbum de banda, sem a qual grande parte desse disco não existiria. O lado pessoal de James também está presente em faixas como “New York I Love You But You’re Bringing Me Down” um anti-hino à cidade que definiu quem é James Murphy e a quem ele ajudou a definir.

Mesmo seguindo como ídolo indie, Murphy tem lá suas vontades comerciais. “Sound Of Silver” é dotado de um senso comercial incomum. Não é um produto para poucos. Pelo contrário, Murphy sempre expressou a vontade de ser o número 1 na Billboard, de fazer música para as massas – o que acabou tornando o LCD Soundsystem numa dos grupos mais bem sucedidos da sua geração. Quem sabe o vindouro terceiro álbum, lançamento dos mais esperados pela EMI esse, entre na lista dos mais vendidos? Enquanto espero, vou lá dançar, cantar, me emocionar e pular ao som de um álbum que deixa um legado tanto a dance music, quanto ao rock.

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