Nova do The Killers – "Human"

Uma pergunta: os anos 80 não vão embora nunca mais? É o que veio na minha cabeça ao escutar esse single novo do The Killers, “Human”, que estreiou ontem na BBC e logo caiu na rede.

Confesso que a expectativa era alta para “Day & Age”, principalmente depois de “Neon tiger”, “Spaceman” e daquela entrevista do Brandon para Rolling Stone, mas “Human” me fez ter medo do que vem por aí. Sente só.

[Vídeo] The Killers – Human

É synth-pop oitentista fuleiro, redimensionado para um estádio ou para uma boate gay gigante de quinta categoria. A letra é vaga de uma maneira constrangedora: “Nós somos humanos? Ou somos dançarinos? Meu sinal é vital. Minhas mãos estão geladas.” Sério Brandon?

E eu que pensava que o “Do you wanna be famous? Do you wanna be a star?” de “Spiraling” do Keane era o pior trecho de letra de 2008. Nove Mil Anjos, é sua vez! Me surpreenda!

Falando em Keane, esse parece ser o momento de fazer uma denúncia: será que Stuart Price, produtor de “Day & Age” do Killers e “Perfect Symetry” do Keane, estaria estragando o pop rock mainstream em 2008? O cara pode ter as manhas – ele conseguiu fazer a Madonna produzir música decente depois da cabala no “Confessions On The Dancefloor” – mas parece que ele errou a mão feio dessa vez.

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23 respostas para Nova do The Killers – "Human"

  1. Henrique disse:

    Só uma coisa, eu acredito que a letra na verdade é: “are we human or are we denser?”, o que faz sentido junto com o resto da letra. E se fosse “ou somos dançarinos?” ele diria: “or are we dancerS”, no plural. Mas enfim.

    Eu gostei da música, é bem Killers, mas é muito menos do que eu esperava para um retorno da banda.

  2. Livio Vilela disse:

    Se for denser, continua não fazendo sentido, continua?

    Somos humanos ou somos mais densos? Uhm…

  3. Henrique disse:

    “Ser mais denso” faz muito mais sentido sim. Eu entendi como sendo “mais profundo”, “mais complexo”, de ir além de humanos, de sermos algo maior e mais importante.

    Acho muito mais razoável ele se ajoelhar procurando pela resposta “somos humanos ou somos mais densos?” do que ele se ajoelhar procurando a resposta “somos humanos ou somos dançarinos?”. A letra como um todo nem beira reflexões de dança, embora os sons por trás nos induzam a pensar nisso.

    Lendo tudo da letra parece que ela fala de Deus, da nossa relação com algo que vai além do humano, de momentos em que a gente sente que há algo mais, epifanias.

    Só um lembrete com uma estrofe da música:
    “Reverencio a graça e a virtude
    Mando condolências para o bem
    Estimo os meus momentos mais intensos, maiores
    Eles sempre fizeram o melhor que puderam
    E tanto tempo pela devoção
    Você me ensinou tudo que eu sei
    Me dê tchau
    Me deseje sorte
    Você precisa deixar eu ir
    Nós somos humanos
    Ou somos mais densos?”

    *desculpa a tradução meio porca, a música é meio difícil de traduzir*

    Pensando agora, essa é uma das melhores letras do Brandon. Se não for a melhor.

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  7. Roberto Figueiredo disse:

    Não concordo com as criticas feitas pelo Livio Vilela.

    A musica é maravilhosa.

    É questão de sentir isso. Vai muito alem.

    Obrigado

  8. Roberto Figueiredo disse:

    Mais um toque mara nosso colega

    “Emmanuel sempre me disse: – Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca…”

  9. Livio Vilela disse:

    “Emmanuel sempre me disse: – Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca…”

    Cadê a liberdade de expressão, ein amigo?
    A música é ruim. A letra é pior. Ponto. Se não gostou, vá exercitar sua freakfanzice longe. Beijos.

  10. marcelo disse:

    É Lívio, foi mal nessa brother.
    Are you human or are you dancer?
    hauhauhauhuahhh!!!!

    Abraço!

  11. marcelo disse:

    Are you dancer?
    huahauhuahuahuahauhauhuehheahuehauheu!!!

  12. marcelo disse:

    Dancer?
    tsc tsc tsc
    hauhauhahuahuhuh!!!

  13. marcelo disse:

    Cara, algo me diz que você estava certo.
    huhuahuahuaqhuah!!!

  14. marcelo disse:

    É bailarino/dançarino no sentido de “seguir uma rotina”, ser mecânico nas ações, tipo um robô ou algo do gênero, segundo o comentário abaixo. É Livio, vc venceu, heheheh, mas que foi engraçado, isso foi.

    “It is dancer.
    I can’t find the link right now (I’m looking) but Brandon Flowers said it was based on the quote “America is raising a generation of dancers.”
    By using the word dancer instead of dancers he’s using it (improperly, due to poetic license) as an adjective the same reason that he uses “human” as opposed to “humans.”
    The idea of the song is are we human (alive, living, choosing) or are we dancer (following a routine)

    Edit — I found a Source (you can check the link in sources)
    “He says the lyrics were inspired by a disparaging comment made by Hunter S. Thompson about how America was raising a generation of dancers. But the song also had some help from album producer Stuart Price (aka Jacques LuCont), known for his work with Madonna and Missy Elliot, and who’d previously remixed ‘Mr. Brightside.”

  15. ANDYSANTOS disse:

    LIVIO VILELA :
    PESQUISA NO Dr GOOGLE, TENS UNS CURSINHOS DE INGLES BACANAS POR AI.
    – Human, novo clipe do The Killers, é um retrato – e por isso, momentâneo – da condição humana, incapaz de encontrar respostas mesmo procurando-a arduamente.

    Para contrapor às figuras humanas a paisagem do deserto e os animais são transformados em parte do discurso do clipe. A roupa do vocalista Brandon Flowers anuncia que ele é o mensageiro, o ponto de ligação entre os dois mundos.

    Human é simples, todo filmado no deserto sem recursos narrativos elaborados. Optou por trabalhar as metáforas. Esperávamos mais desse single do Killers, mas não é tão ruim como se tem falado por aí.

    ISSO SIM É UMA CRITICA BEM FEITA, TANTO SE FOÇE POSITIVA OU NEGATIVA.

    POR ISSO ESSA TUA CRITICA É TOSCA, E SEM REFERENCIA NENHUMA, TANTO EMOCIONAL QUANTO FIGURATIVA, PELO TEU BLOG ACHEI QUE IRIA TER PELO MENOS ALGUMA INFORMAÇÃO E OS GRUPOS DE DISCUSÃO SERIAM UM “POUCO” MAIS CHEIO DE CULTURA ( NÃO PELA PARTE DE QUEM POSTA, PERDENDO TEMPO LENDO O QUE TU ESCREVEU,MAS SIM VINDO DE TI).

    CREIO QUE PELA TUA PARTE TENHO DE OUVIR PAGODE, AXÉ,SERTANEJO( – NADA CONTRA – ) HA E ESSAS SIM TEM “freakfanzice”.
    PROMESSA:
    – NUMCA MAIS VOU LER UMA CRITICA TUA.

    • Livio Vilela disse:

      Eu realmente não sei qual é a melhor parte do comentário.

      “PESQUISA NO Dr GOOGLE, TENS UNS CURSINHOS DE INGLES BACANAS POR AI.”
      “NUMCA MAIS VOU LER UMA CRITICA TUA.”
      Português se ensina na escola.

      Já o bom gosto…

      “Human é simples, todo filmado no deserto sem recursos narrativos elaborados. [b]Optou por trabalhar as metáforas.[/b]”
      HAHA Metáfora para que? Para incapacidade deles em escreverem uma música decente?

      [b]”A roupa do vocalista Brandon Flowers anuncia que ele é o mensageiro, o ponto de ligação entre os dois mundos.”[/b]
      hahahahahahahaha morri.

      E que a breguice seja “o ponto de ligação entre os dois mundos” a partir de agora!

  16. kai disse:

    http://cromossomop.blogspot.com/2009/03/alguem-se-candidata-produzir-o-killers.html

    Livio, olha esse post sobre o The Killers. Alguém se candidata a produzir o The Killers ?

  17. D. disse:

    Amigo, você tem todo o direito de não gostar de uma banda e expressar isso, gosto ‘e subjetivo. Mas uma critica(de verdade) não pode ser embasada em opinião pessoal, você tem que, no mínimo, conhecer mais do que o hit da banda para entende-la. Vai ouvir “Hot Fuss”, “Sam’s Town” ou “Sawdust” que ‘e um álbum de b-sides.

    As letras precisam de uma interpretação mais profunda do que a que você fez, elas tentam traduzir sentimentos em palavras, e nisso, são poucas as bandas que fazem tao bem quanto killers, ‘e poesia mesmo, não são letras literais. Tem um puta feeling.
    Ah e só pra constar, o trecho de human que fala “are we dancers?” ‘e uma citação, que vem de ‘We’re raising a generation of dancers’ de Hunther S., tem o link da entrevista em que o Brandon explica isso.
    Não seja limitado, eu mesma pra interpretar as letras tive que ler varias vezes, pedir outras opiniões, pesquisar uma coisa ou outra. Por exemplo, você não vai encontrar nas letras “estou ansioso”, mas sim uma descrição desse sentimento (Nao sei se consegui me expressar bem). Eu posso te dar vários exemplos, só pedir que eu coloco aqui depois.

    Procura ouvir um pouco do histórico musical da banda, acompanhando as letras, que você vai entender. Melhor ainda se souber inglês, por que algumas traducoes são grosseiras (tipo “meu sinal ‘e vital”) existem expressões em inglês que não tem tradução e alem disso trechos que fazem menção a uma outra obra (que se a gente não conhece, a gente pesquisa e procura saber antes de falar besteira, como foi o caso de “dancers, neh?”). Se nao tiver saco pra fazer isso, nao vem achar ruim que estao criticando as bobagens que voce falou. Como voce disse, “liberdade de expressao”.

    Tem que se saber separar gosto pessoal de mérito da banda, eu reconheço que muitas bandas que eu, particularmente, não gosto, são brilhantes.
    Você quis mais foi causar polémica, pagar de diferente e acabou se perdendo.
    Abraços, boa vida.

    D.

    link da entrevista
    http://www.mtv.com/news/articles/1598299/20081030/killers_the.jhtml

    • Livio Vilela disse:

      “você tem que, no mínimo, conhecer mais do que o hit da banda para entende-la. Vai ouvir “Hot Fuss”, “Sam’s Town” ou “Sawdust” que ‘e um álbum de b-sides.”

      Conheço todos eles muito bem. Acho o “Hot Fuss” foda, o “Sam’s Town” aceitável e o “Sawdust” oportunista (além de terem regravado alguns b-sides maneiros como “under the gun” em versões pioradas).

      “Tem um puta feeling.”

      Nunca tiveram, na verdade. Quando não foram extremamente literais (“Mr. Brightside”, “Somebody told me”, “On top”, “Read My Mind”), as letras do Brandon sempre foram muito vagas. Eu entendo a trip e a ambição dele, – construir uma visão própria da América, combinando o imaginário épico de Hollywood, o discurso proletário que é tanto influência da comunidade latina, quanto da crise de hegemonia americana, e a cafonice decadente e neocon de Las Vegas, algo semelhante ao que alguns dos seus ídolos, como o Springsteen e Lou Reed, fizeram em outras regiões dos EUA com outras conotações – o problema é que, para mim, ele ainda quer dizer mais do que consegue dizer efetivamente. E isso é problemático demais para um cara que quer ser visto como um dos artistas da sua geração.

      Ele pode até conseguido isso muito bem em “All These Things That I’ve Done” (“I’ve got soul, but I’m no a soldier” é vago, mas é matador), mas letras como a de “Human” (ou “When You Were Young” ou “Sam’s Town” ou “A Dustland Fairytale” ou “This River Is Wild”) caem num misto de auto-importância e falta esperteza que o impede de chegar aonde ele tem a intenção de chegar.

      “Ah e só pra constar, o trecho de human que fala “are we dancers?” ‘e uma citação, que vem de ‘We’re raising a generation of dancers’ de Hunther S.”

      Quando o post foi escrito, ninguém no MUNDO sabia que ele estava citando Hunter Thompson. Tanto é que ele precisou vir a público explicar isso.
      E isso não muda necessariamente o fato de que a letra é vaga de uma maneira quase cômica. Em “Spaceman”, outra letra WTF, pelo menos há a clara sensação que ele está cagando para o que escreveu.

      “Você quis mais foi causar polémica, pagar de diferente e acabou se perdendo.”

      Não, eu quis expressar o meu descontentamento pela perda do bom gosto do Brandon Flowers.

      ———————————

      Agora galera, o papo tá ótimo e eu posso me estender horrores explicando a minha teoria sobre os Killers, mas tá a hora de vocês seguirem em frente, né?
      Quando leio alguém criticando uma banda que curto muito, eu tento entender o que a pessoa está dizendo (e nisso, acho que deixei bem clara a minha posição) e sigo com a minha vida. Já faz quase um ano. Um ano.

  18. D. disse:

    Outra, criticar o português dos outros ‘e a técnica de argumentação mais primaria que existe. ‘E pra quem não tem argumento e se apega no modo em que foi dito e não o que foi dito.

  19. The Killers disse:

    The Killers é vida

    The Killers is life

    q porra

    crtica i + critica..

    quem liga pra critica é loko

    se gosta de the killersgosta se naum gosta vai toma no cú i fika quieto

  20. Coutinho disse:

    a crtícia não foi boa, até porque não revelou os verdadeiros defeitos do novo disco. a “human” é com certeza uma das piores melodias da banda, há de dizer que eles tentaram algo diferente dos discos anteriores (que por sinal são cheio de musicalidade e ótimas melodias). Ao ponto do próprio Lou Reed gravar música/clipe e ainda fazer show junto a banda. o Day & Age pode ser considerado como um “not a perfect day” para os killers, acertaram em tentar fazer algo novo mas erraram nas melodias fracas. e quanto as letras existe algo chamado metáfora, se a letra fosse ao pé da letra seria no mínimo bem tendenciosa.

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