Melhores Músicas de 2008: 100 – 91

Em uma palavra: EXTRAVAGANZA! Eu realmente não precisava listar (e, olha, deu trabalho) as cem melhores músicas, mas é isso aí. De certa forma, é uma lista que tenta contar uma história do que rolou de legal no pop em 2008. A minha versão da história, claro.

Então, tune in e aproveite a viagem.
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100) “Geraldine” [vídeo]
Glasvegas

Enquanto as cenas noise de LA e NY começa a fazer barulho – HEATH rakeado nos charts ingleses, No Age aparecendo na MTV americana, The Edge comprando pedais para o novo do U2 na Death By Audio, o hype todo no Deerhunter) – vem da Escócia a banda que pode levar esse revival ao sucesso de massa. Misturando as distorções dos Reids com a gradiloquência e auto-importância dos Gallaghers, o Glasvegas fez um debut promissor, ainda que envolto num hype excessivo da NME. “Geraldine” é o hit de FM, limpinho e ganchudo, falta agora dosar melhor no barulho e enviar o cavalo-de-tróia.

 

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99) “Nine in the afternoon” [vídeo]
Panic At The Disco

Num ano em que o tsunami emo virou marola (quem liga para o disco novo do Fall Out Boy, por exemplo?), o Panic entrou com os dois pés na praia circense do “Sgt. Pepper’s” para sair com um álbum que é melhor que toda sua produção anterior. Guardadas a proporções, “Nine in the afternoon” é a “With a little help of my friends”-emo, uma celebração da amizadade (“we’re feeling so good”, diz o refrão) tão feliz que talvez por isso tenha sido esquecida pelo seu público alvo. Pena.

 

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98) “Single ladies (put a ring on it)” [vídeo]
Beyoncé

“I Am…Sasha Fierce” sofre por dar voz dar voz a Beyoncé tímida e romântica que ela diz ser a “verdadeira Beyoncé”. Entre baladas mela-calcinha, orações de FM (o que é “Ave Maria”?!?) e dance music derivativa, B’ acerta quando é mais Tina Turner do Whitney Houston. Aqui ela eletrifica o pop sixtie que ainda é base do som, para soltar mais um hino sobre estar no topo do próprio jogo. Agora ela só precisa querer estar no topo do jogo.

 

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97) “Falling down” [MP3]
Oasis

Filha da genial “Masterplan” (b-side que deu nome à famosa coletânea da banda), “Falling down” é um sopro de criatividade no disco mais sem brilho do Oasis. Pisando fundo na psicodelia e nas orquestrações, Noel prova que ainda é o melhor compositor da banda, mesmo depois encerrar seu regime ditorial que rendeu glória ao mancunianos. Talvez fosse esse o caminho que o Oasis deveria ter seguido no momento em que tudo deu errado, no “Standing On The Shoulders Of Giants”.

 

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96) “Everyone nose” [vídeo]
N*E*R*D*

“Everyone nose” é a prova que se pode, sim, ensinar novos truques a velhos cães. Estigmatizado por suas produções e pelo seminal debut do N*E*R*D*, Pharell respira novos ares e apresenta ao mainstream um pouco da sonoridade da já hypada cena de Baltimore. O clipe é ainda melhor.

 

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95) “Space and the woods” [vídeo]
Late Of The Pier

No fim de festa da new rave, tudo indica que o que vai tocar vai ser o rock progressivo. Mas antes que os Klaxons avisem que o neon apagou, o Late Of The Pier solta um último petardo disco-punk-hedonista (“suicide is in my blood! it always was!”), que acena discretamente aos riffs do glam rock.

 

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94) “Problema meu” [MP3]
Violins

Como uma ovelha-negra da cena independente brasileira, o Violins se rendeu pela incapacidade de ceder ao moedor de carne que se tornou o mercado fonográfico brasileiro. “Problema meu”, a melhor faixa do bom “A Redenção dos Corpos”, funciona como canto do cisne e resumo da história do grupo: guitarras distorcidas, bela melodia e letra dedo-na-ferida.

 

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93) “An Eluardian Instance” [MP3]
of Montreal

“An Eluardian Instance” é uma espécie de oásis em meio ao caos que é “Skeletal Lamping”. Antes do último e maior movimento de sua ópera de soul de baixo calão, Kevin Barnes veste a roupinha de Diana Ross e faz seu elogio musical à Motown e ao Phil Spector. Bem que podia ser sempre assim.

 

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92) “Big ideas” [MP3]
LCD Soundsystem

Feita para trilha do (bobo) thriller de cassino “21”, “Big ideas” mostra que o James Murphy ainda tem cartas na manga depois de quebrar a banca com “Sounds Of Silver”. O jogo pode não ser totalmente novo, – Prince nos vocais, baixão New Order, batida seca do Fall – mas vai dizer que não funciona?

 

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91) “Rich girls” [vídeo]
The Virgins

Divida entre a espera (desnecessária) de um novo Strokes e a efervescente cena do Brooklyn, Nova Iorque continua sendo a cidade-fetiche da cultura pop nos anos 2000. E tem até espaço para gente de fora da cena como os Virgins, que decepcionou em disco, mas lançou um single que é quase um elogio a outro hype da cidade, o seriado “Gossip Girl” (o “BEST. SHOW. EVER.“, como disse a New York Magazine). Como as meninas da série, “Rich girls” é uma delícia: popzinho funkeado que podia tanto ser do Kooks quanto do Maroon 5.

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