Melhores Músicas de 2008: 50 – 41

050_wecarryon50) “We carry on” [MP3]
Portishead

Se o Portishead tivesse avisado que demoraria 10 anos, mas voltaria soando como “We carry on”, em que eles parecem o Radiohead em versão kraut-descontrol, teria sido menos traumático para todo mundo. Caso forem levar outra década para voltarem ainda melhores, por mim tudo bem.

 

049_gobbledigook

49) “Gobbledigook” [vídeo]
Sigur Rós

Quem pensaria que em 2008 o Sigur Rós teria que copiar o Animal Collective para se manter relevante? O interessante aqui é perceber como os islandeses se saem bricando fora da zona de conforto que eles vem operando desde “( )”. Nesse caso, eles pegam ideias que marcaram os melhores momentos do coletico americano (leia-se “Leaf house” e “Grass”) e retrabalham, potencializam, para então entregar a música mais pop da banda.

 

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48) “Heartbreaker” [vídeo]
Metronomy

“Heartbreaker”, o título já diz, é uma canção de pé-na-bunda perfeita, mas o segredo aqui é como o enfant terrible da música eletrônica Joseph Mount chega a tal resultado. É como se ele pegasse o neo disco e subtraisse o glamour, transformasse, por exemplo, o brilho e a explosão de cores do euro pop os anos 90 num mosaico feito com pecinhas de lego.

 

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47) “Too too too fast” [MP3]
Ra Ra Riot

Seria aceitável e até previsível que o Ra Ra Riot fizesse um disco triste e soturno devido a morte de seu baterista em meados de 2007. No entanto, o que se ouviu em “The Rhumb Line” foi indie pop que passa longe tanto da melancolia tradicional do gênero, quanto da que era esperada deles. “Too too too fast” é a mais feliz dessas canções, misturando o pop grudento do Blondie com o refinamento das últimas gravações dos Smths.

 

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46) “Black & Gold” [vídeo]
Sam Sparro

É difícil pensar, que 30 anos depois,  a influência disco music seria o elemento que manteria a compostura da dance music em 2008, mas é exatamente o que aconteceu nesse ano. O hit do australiano Sam Sparro é um bom exemplo disso: quando a batida e as várias camadas de sintetisadores ameaçam a perder o controle e cair na farofa, é o verniz setentista que traz a canção de volta a elegância.

 

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45) “Touch me I’m going to scream (pt. 1)” [MP3]
My Morning Jacket

“Touch me I”m going to scream (pt. 1)” segue a mesma linha de “It beats for you” do disco anterior dos americanos, – Radiohead misturado com soul music – só que é maior e melhor. Carregado ora pela guitarra dedilhada, ora pelo baixo, o space-soul ganha aqui contornos dark, justficados pela letra de amor obsessivo. Certamente uma das canções de amor mais assombrosas do ano.

 

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44) “Sex on fire” [vídeo]
Kings Of Leon

A letra é idiota? Muito. O clipe é incrivelmente cafona? Pode ter certeza. Mas mesmo que os contras fossem muitos, foi impossível não se divertir com “Sex on fire”. Os caipiras finalmente chegaram na cidade, e parece que é para ficar.

 

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43) “Golden age” [vídeo]
TV On The Radio

Num disco repleto de grandes acertos como “Dear Science” , é difícil apontar um destaque, um momento mais brilhante. Decidi então ir pela mais fácil, o single, que nesse caso acaba resumindo o espírito do álbum. Dançante, sexy e cerebral, “Golden age” mistura o rock tenso de “Wolf like me” do disco anterior dos caras com uma levada quebrada que lembra Talking Heads, adicionando aí um groove exploviso como o Prince faria se ainda fosse relevante. O clima casa perfeitamente com zeitgeist da era Obama, com a esperança dançando, desconfiada, com o terror da crise.

 

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42) “Another day” [vídeo]
Jamie Lidell

Depois de ter antecipado (e modernizado) o novo soul com o seminal “Multiply” de 2005, Jamie Lidell decidiu ir numa direção completar (que muitos entenderam como contrária) no seu terceiro álbum, “Jim”. Andando para trás, Jamie procurou descobrir onde suas tradições de inglês branquelo se encontravam com a dos negros americanos dos anos 60 e 70 que ele tanto ama. Como outras canções ensolaradas do disco, “Another day” soa tanto como Elton John quanto Marvin Gaye.

 

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41) “Skinny love” [MP3]
Bon Iver

A biografia mais comentada do pop em 2008 resumida em poucas linhas conta a história de um cara que passou por maus bocados por causa de uma garota (e uma doença no fígado) e gravou um disco, completamente sozinho, sobre isso. Num disco endereçado a essa garota, “Skinny love” conta a parte mais dolorida da história. A canção mais triste (e bela) num álbum só de canções tristes.

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