Especial Jumbo Elektro: entrevista + faixa-a-faixa de "Terrorist!?"

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Hoje, 11 de setembro, marca o dia do dito “maior ataque terrorista da história”, aquele em que um barbudo do oriente enfiou dois aviões no meio de NY e com isso deu o start do século 21 as we know it. Aquela história que você já conhece.

Só que a data está para ficar ainda mais mítico-explosiva com a chegada de outro “Terrorist?!”, o novo álbum do Jumbo Elektro, que invade a rede a partir de hoje. O disco estará disponível em vários formatos: de graça em MP3 128kpbs no Mondo77, por R$2 em MP3 320kpbs, R$3,50 em FLAC, R$5 em WAV e R$11,90 em CD (pré-venda com envio a partir de 28/09). Tudo isso lá no site da banda.

[MP3] Jumbo Elektro – Terrorist?!

Para entrar no clima, o Bloody Pop preparou um mini-especial com entrevista com Frito Sampler (aka Tatá Aeroplano) falando do “chá de sumiço” que banda irá tomar e da arte de compor em embrometion, além de um faixa-a-faixa excluviso do álbum.

Bloody Pop: Que história é essa de chá de sumiço do Jumbo? Vocês voltam antes ou depois do armageddon?

Tatá Aeroplano aka Frito Sampler: Vamos dar um pequeno Chá de Sumiço mas prometemos não deixar o carro no Aeroporto!! Nós voltaremos em 2012 pra dizer que o mundo não vai acabar e em 2014 pra prestigiar a Copa do Mundo aqui no Brasil!

BP: 5 anos é muita coisa. Por que “Terrorist!?” levou tanto tempo para ficar pronto?

Tatá: É tempo mesmo, o primeiro disco do Jumbo foi lançando em Dezembro de 2004… e depois fomos compondo as canções de “Terrorist!?”, levou tempo por causa de nossos outros compromissos musicais … todos do Jumbo tem ou um trabalho e / ou outras bandas … então imagine a loucura que é reunir a trupe… o nosso novo disco foi produzido pelo Dudu Tsuda que é da banda, e ficamos felizes com o resultado final pois ficou muito parecido com as músicas do show ao vivo!

BP: É um disco bem diferente do “Freak To Meet You”. O que influenciou vocês nessa nova sonoridade?

Tatá: O que influenciou a gente foram bandas como Clap Your Hands Say Yeah, The Boys Least Likely to, Arcade Fire, fomos mais pra essa lado, do rock mesclado com as bases eletrônicas!

BP: Como foram as gravações do disco?

Tatá: As gravações foram feitas quase todas no estúdio MCR com produção do Dudu Tsuda, como a gente já tocava todas as músicas nos shows, ficou fácil entrar em estúdio e mandar brasa. Gravamos de Janeiro de 2008 e terminamos de fato em Janeiro desse ano.

BP: É mais fácil ou mais difícil compor em embrometion?

Tatá: É natural, porque desde de 1994 eu componho algumas canções em embrometion, aliás, “Manifesto” que está no disco começou a ser composta nesse ano. Vem naturalmente, eu pego um violão e faço uma canção em embrometion como foi o caso de “Freak to Meet You” e “Sunday Squire”, ou o Dudu mostra uma base e a gente compõem em cima… e a bendita nasce… é um lance muito mais ligado a melodia, né!? Eu adoro compor melodias pro Jumbo.

BP: Além do Jumbo e do Cérebro, você tem vários outros projetos. Na hora de compor, você já sabe para onde aquela canção vai ou decide depois? O que faz uma canção ser do Jumbo ou do Cérebro ou do Zeroum, por exemplo?

Tatá: Pois é, cada canção que vem vai pruma banda … por exemplo, em 2006 eu o Dudu Tsuda e o Isidoro Cobra montamos uma banda pra tocar no bar Geni (São Paulo), chamada Elétrons Medievais, foi um banda que nasceu em uma semana… e tivemos que correr atrás do repertório e foi tipo a banda que exportou músicas pro disco “Pareço Moderno” do Cérebro (“Pareço Moderno”, “Tobogã pro Inferno” e “Talentoso”) e também exportou músicas pro Jumbo (“Japoteca”, “Terrorist!?” e “Elétrons Medievais”).

Quando eu componho eu já tenho uma idéia de onde levar a música… às vezes é pro Jumbo… outra vezes pro Cérebro… e assim vai!

“Terrorist!?” – faixa-a-faixa

“Dylan Sings Bowie”
Essa canção começou a ser composta no dia que eu e o Fernando Maranho fomos ver o show do Nada Surf em São José dos Campos. Dois anos depois quando nos internamos em rodoxland (sitio do nosso técnico de som) Rodolfo Yadoya, arranjamos ela com o Jumbo Elektro.

“Japoteca”
Essa música nasceu numa tarde de dezembro de 2005 no Studio do Paulo B, num ensaio com Dudu Tsuda e Isidoro Cobra. Eu não me recordo qual a finalidade do tal ensaio, mas Japoteca veio ao mundo numa época que estávamos escutando The Boys Least Likely To.

“Eh o Zizi!”
Essa música está no disco do Cérebro como “Antes eu tivesse escolhido conviver só com minha guitarra”, na versão jumbônica ela ganhou um arranjo mais psicodélico e acid, com violões e guitarras especiais do Dr. Gory (Fernando Maranho) … essa eu comecei a compor inspirado no disco Station to Station do Bowie.

“Manifesto”
A primeira parte dessa canção foi composta em 1994… a segunda em Janeiro de 2007… é a música que deu origem a história de compor em embrometion… segue a linha do primeiro disco do Jumbo com uma pegada sessenta oitentista devoniana com direito a um final meio Fantastic Plastic Machine e participação do Jornalista Japonês Tetsuo!!!

“Sunday Squire”
Essa música eu compus num domingo de manhã em Rodoxland (sítio) e na mesma tarde fechamos o arranjo dela, eu diria que ela é prima de “Freak To Meet You”, segue a linha rock’n’roll.

“Rachel”
É uma canção de amor … mulheres enlouquecem os homens e Rachel sintetiza todas as mulheres enlouquecedoras… é a mitificação em embrometion da mulher fatal e mostra nosso apego ao som do Arcade Fire.

“Elétrons Medievais”
Essa nasceu de um ensaio da banda Elétrons Medievais que eu tinha com o Dudu Tsuda, Isidoro Cobra, Zé Pi e Peri Pane. Compus a melodia em cima de uma base do Dudera. Gosto muito dessa canção que tem uma pegada 90s… eu estava escutando Primal Scream nessa época.

“I Wanna Fuck”
Canção com pegada industrial, detalhe para interpretação nervosa do General Elektrik, guitarras pesadas, bateria idem e claro, titulo bem sugestivo.

“Terrorist!?”
Canção que dá nome ao disco. Surgiu também nos ensaios dos Elétrons Medievais e foi exportada pro Jumbo Elektro. É uma homenagem ao nosso amigo Tetsuo que me chamava de Terrorist por causa das biribas plantadas para pegar os companheiros de bandas e locais inusitados. A canção tem como parceiro Zé PI (Druques) que também participa no disco tocando guitarra e cantando.

“Runaway from the Picnic…”
Encerra o disco e foi a primeira a ser composta pro novo álbum, tanto que tocamos ela no show de lançamento do primeiro disco no Blen Blen. Ela tem uma coisa da melodia ser meio pixiniana, praticamente uma homenagem ao disco “Trompe Le Monde” do Pixies, tanto que eu cito eles na letra!

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Uma resposta para Especial Jumbo Elektro: entrevista + faixa-a-faixa de "Terrorist!?"

  1. luiz paulo disse:

    pegou mal se associar a algo tão terrivel

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