Sondre Lerche @ The Slaughtered Lamb – London, UK

sondre lerche

Sondre Lerche está em turnê pela Europa abrindo para The Fray (aquela banda chicletenta que canta How To Save a Life, trilha sonora do Grey’s Anatomy). Em Londres, tocaram no Royal Albert Hall, o grande palácio real da música. Mas um dia antes, Sondre anunciou um show no The Slaughtered Lamb Pub. Rapidamente sold out e com o preço de apenas doze libras. Dois pares de ingressos foram sorteados no Twitter e eu fui uma das felizes vencedoras.

The Slaughtered Lamb não é, como o nome parece indicar, um pub de metaleiros. Aliás, é um pub inglês como outro qualquer. Nos subterrâneos, uma sala cheia de sofás e almofadas que davam um ambiente aconchegante e completamnete diferente do Royal Albert Hall.

Cheguei e um casal se apresentava. Músicas sobre andar de ônibus em Londres e uma flautinha esquisita. Pareceu muito hippie para mim. Quando estava no bar pegando uma pint, Sondre parou ao meu lado. Agradeci o ingresso e ele exclamou: você é a garota do Twitter! Pois é, a era tecnológica aproxima fãs dos seus ídolos. No hay banda, apenas Sondre e seu violão. Achei uma pena, porque gosto muito dos arranjos das músicas. Por outro lado, mostrou que Sondre é um espetáculo mesmo quando solo.

Começou o show e Sondre fez piadas sobre o nome do local. Disse que o ambiente era bem parecido com o Royal Albert Hall, but not as many holes to fill. Disse estar empolgado com a turnê com The Fray, mas sempre teve que tocar apenas 30 minutos das músicas do novo álbum – Heartbeat Radio. O que não seria ruim, já que o álbum é lindo. A vantagem de tocar num pub com uma platéia de umas 70 pessoas é que ele tocaria o que gostasse e o que a gente pedisse.

Não achei a setlist na internet já que era um evento pequeno, mas lembro que ele tocou Good Luck, Heartbeat Radio, I Guess It’s Gonna Rain Today, I Cannot Let You Go e If Only (que tem um pagodinho delícia, mas ignorado na voz-e-violão) do álbum novo. To Be Surprised e My Hands Are Shaking da trilha sonora de Dan in The Real Life. Airport Taxi Reception, Well Well Well e Say it All do Phantom Punch. Dead Passengers, Sleep on Needles, No One’s Gonna Come, You Know So Well e On and Off Again do Faces Down. E terminou com Modern Nature a capela com a mulherada cantando a voz feminina. Melhor parte do show.

Pois é, o setlist foi extenso, intenso em apenas uma voz e seis cordas. Sondre arriscou em stand-up comedy, prolongou em solos longos, perguntou e respondeu. As pessoas me perguntam porque eu nunca fui num Glasto ou Reading Festival da vida. Porque pra mim ver 80 bandas em três dias não me satisfaz. Setlist de festival não me satisfaz. O que me deixa apaixonada por esta cidade é a possibilidade de numa segunda-feira depois do trabalho eu possa ver Sondre Lerche (que aliás se pronuncia LÉRK) tocando as músicas que ele mais gosta, perguntando o que a gente quer e uma platéia sentadinha em almofadas no carpet.

Sondre é apenas um garoto (27 anos agora, 21 quando lançou o sensacional Faces Down), mas tem uma presença de palco invejável, é bonitinho, boa gente e domina o violão e a guitarra como poucas vezes eu vi alguém fazer. Fiquei curiosa pra vê-lo com uma grande platéia. Quem sabe numa próxima turnê, quando outra banda estiverem abrindo pra ele.

Vídeo: Sondre Lerche (I Want To) Call It Love

[MP3] Em breve.

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