Aqueles Queridos Anos 2000: "Fever To Tell", Yeah Yeah Yeahs

por Israel Bumajny

E eis que, com o Yeah Yeah Yeahs, o novo rock dos anos 2000 ganha sua voz feminina. E, o que é melhor, uma voz sexy. “Fever To Tell”, álbum de estreia da banda nova-iorquina, está lotado de referências a sexo. A vocalista Karen O geme, sussura e canta sensualmente ao longo do disco. Logo na primeira música, “Rich”, ela diz: “I wish you’d stick it to me” (queria que você me pegasse de jeito); em “Tick”, solta “ohs” e “ahs”; em “Date With The Night”, diz: “I’ll set it off, ah ha!” (vou te por para fora); em “Black Tongue” os gemidos ocupam grande parte da música e em “Cold Light” Karen O. deseja: “be my heater/be my lover” (seja meu aquecedor, seja meu amante).

Toda essa lírica sexy é embalada por um rock poderoso, guitarra nas alturas, levadas de bateria aceleradas (a cargo de Nick Zinner e Brian Chase, respectivamente). O Yeah Yeah Yeahs beira o punk e convida às pistas rockers com músicas como “Date With The Night” e “Tick”. Mas toda a alegria contagiante e hedonismo dos dois primeiros terços do disco (são 11 músicas, fora uma escondida, “Poor Song”) dá lugar à melancolia e tristeza contidas na terça parte final. A festa terminou e é hora da ressaca.

Em “Y-Control“, a vocalista lamenta a perda do amor (“oh so wrong/my lovin goes”) e sua ingenuidade (“well I’m just a poor lil baby cuz/well I believed them all”). “Fever to Tell” termina com uma declaração de amor na balada “Modern Romance”. Mas antes destas, vem aquela que é a mais bela música, não só deste, mas de toda a discografia da banda. “Maps” é uma canção de amor, mas de um amor desfeito, de um fim de caso. Ela descreve a cena, o cara arrumando as malas para ir embora, a mulher se dizendo forte, até que não segura mais as pontas e, desesperada, suplica: “wait, they don’t love you like I love you” (espere, eles não te amam como eu te amo). Apesar das músicas seguintes serem boas, “Maps” é o ápice do disco e da carreira do Yeah Yeah Yeahs, uma canção tão forte que definiu a tônica de tudo que seria composto sobre o tema depois dela.

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