Aqueles Queridos Anos 2000: "The Greatest", Cat Power

por Alessandra dos Santos

Já tinha ouvido falar de Cat Power nessas minhas investidas pelo mundo indie, mas ainda não tinha parado para escutá-la. Semanas depois de decidir finalmente procurar algum disco, ela lançou “Jukebox” (2008).

Simplesmente, fiquei encantada com a sua voz um pouco rouca, mas super sensual. Meu fascínio foi tão grande, que varri a internet atrás de informações sobre ela. Baixei alguns discos para poder degustar e entre eles estava o “The Greatest”.

Considerado o melhor disco de sua carreia até hoje, o sétimo álbum de Cat Power ou Charlyn Marshall (seu verdadeiro nome) é claramente influenciado pelo jazz, blues e folk. Estilos que deve ter passado a infância inteira escutando através do pai pianista. Piano, que é também um dos instrumentos que toca, além do violão.

Mas nem só de flores viveu a moça. A tímida garota de Atlanta começou a carreira em 1994, quando tinha seus 21 anos. Dois anos depois, entrou em crise e deixou a música para se dedicar a outras atividades. Até babá Cat virou. Depois de um sonho conturbado, ela volta à cena musical e grava “Moon Pix” (1998).

A partir daí, Cat passou a se arriscar mais e lançou “The Covers Records” (2000), disco de versões para músicas conhecidas, que traz uma irreconhecível “I Cant Get No (Satisfaction)” dos Rolling Stones. “You are free” (2003), seu disco mais roqueiro e este elogiado “The Greatest” (2006). Livre das drogas (lícitas e ilícitas), ela começa o disco dizendo “Once I wanted to be the greatest” e embora não tenha conseguido ser a melhor, foi com este disco que Cat assinou de uma vez a marca de “musa indie” que já havia recebido.

No álbum a gata ainda se pergunta por onde andará o seu amor, na arrastada “Where is my love”, sobe nas mesas em “Lived in Bars” e canta o que uma mulher ciumenta pode fazer em “Living Proof”. Difícil é escolher apenas uma música para ouvir, já que elas parecem se encaixar perfeitamente. “The Greatest” é um álbum ótimo para ser ouvido tomando vinho e com conversas ao pé do ouvido. Foi mais ou menos assim, que esse disco se tornou definitivo na minha vida. Depois de ouvir três músicas dele na mesma rádio em cerca de 2 horas, ele sempre me faz lembrar daquela noite em que eu, já um tanto alta, tinha mãos sobre a minha cintura e um rosto na minha nuca.

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Uma resposta para Aqueles Queridos Anos 2000: "The Greatest", Cat Power

  1. Arthur disse:

    Desculpe o escracho, mas esse post ficou brega para cacete.

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