Logo quando “Calavera” saiu, rascunhei um texto no tumblr com a seguinte pergunta: poderia o Guizado ter feito o disco brasileiro do ano? Para mim, a pergunta continua quicando quase três meses depois, apenas com respostas circunstanciais (sim, até aqui). No entanto, infelizmente, não vi muita gente dando ao álbum o merecido valor. Pois bem.
Naquele mesmo texto, falava de uma espécie de abertura conceitual de “Calavera” em relação ao primeiro do trompetista, “Punx”, e a primeira impressão continua. O fato de Guilherme Mendonça ter saído do casulo que a tag “música instrumental paulistana entre a eletrônica, o dub e o jazz” o mantinha pode ter irritado alguns que até o acusaram de facilitar as coisas. Guilherme pode ter se aberto de vez ao rock, mas sua música continua essencialmente cerebral e infinitamente mais diveritda do que antes.
Prova maior dessa nova fase – a de Guizado como banda de rock com Curumin e Régis Damasceno – é a terceira faixa do álbum, “Girando”.Na faixa, o ritmo quase kraut imposto pelo MPC de Guilherme e a bateria de Curumin colide com os vocais etéreos de Karina Buhr e nos “trompetes delirantes” que você já espera (e que curiosamente me lembraram da trilha de Sonic 2 para Mega Drive). Nem céu, nem terra, “Girando” flutua lindamente nesse novo espaço que o Guizado desenhou para si.
[audio:/guizado–girando.mp3/]“Calavera” está disponível para download


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