Randomizando #16: you can count on me


Animais à solta: o disco de Avey Tare e o single do Panda Bear

Dá para acreditar que neste ponto do ano, dois anos atrás, nós estávamos começando a jornada que nos levou ao “Merriweather Post Pavilion”? Quer dizer, dá para sentir que esse álbum foi lançado há quase 2 anos? “MPP” pode ainda povoar nossas mentes, mas dois dos homens por trás da obra estão querendo que você olhe além nesses próximos meses.

Avey Tare está lançando seu primeiro álbum solo no final desse mês, “Down There”, do qual uma das faixas ganhou clipe AC-style. “Lucky 1” fecha o álbum e pelo que ouvi (dica: já vazou) é mesmo a mais pop da coleção, que parece não ter nada tão imediato quanto “Summertime Clothes”, por exemplo.

Enquanto isso, Panda Bear continua trabalhando no seu “Tomboy”, que ainda não tem data de lançamento (o que a essa hora quer dizer “ficou pra 2011”) mas teve mais um single lançado, com as faixas “You Can Count On Me” e “Alsation Darn”. As duas faixas tem aquele clima pastoral que você já espera de qualquer coisa de Noah Lennox, mas são um tanto mais sombrias, como ele tinha prometido. Ouça no One Thirty BPM:

Panda Bear – You Can Count On Me / Alsation Darn

Sufjan fala sobre “The Age Of Adz”

Se você já ouviu o novo álbum do Sufjan Stevens sabe que “The Age Of Adz” é diferente de tudo que ele já lançou e provavelmente de tudo que já foi lançado por qualquer ser humano. (Se você ainda não ouviu, essa é a hora em que você digita “sufjan stevens the age of adz .rar” no google). Resumindo em tags, o disco seria assim: épico, orquestras, corais, IDM, Radiohead, prog, instabilidade emocional, beleza. Dada a complexidade da criatura, era de se esperar que seu criador tive alguma coisa interessante para falar sobre ela, e foi o que aconteceu na entrevista dada por Sufjan ao The Irish Times. Os melhores momentos, em tradução do Bloody Pop:

Sobre a possibilidade de abandonar a carreira: “Com certeza, eu podia me rebelar contra isso [a música], mas não conseguiria dar as costas. A música está tão profundamente enraizada em mim”

Sobre a sonoridade do disco: “Foi uma decisão consciente largar as ‘ferramentas ordinárias’ de se fazer um disco. Eu queria largar os velhos hábitos de trabalhar com instrumentos acústicos e só focar em sons eletrônicos e sintetizados”

Sobre as letras e o tamanho do álbum: “Libertador é uma palavra apropriada, porque eu me sentia sobrecarregado pelo peso conceitual dos meus discos anteriores, eu só queria ser simples, e foi necessário mudar as coisas um pouco. É bem mais pessoal, porque eu não tinha um objeto em que eu pudesse projetar sentido, então eu fiquei sozinho com meus próprios instintos, meus próprios impulsos emocionais. Eu estava muito consciente de refinar a minha liguagem… Talvez não refinar, mas reduzi-la ao básico, aos princípios fundamentais do amor e da solidão. Tratava-se de me deixar expressar esses sentimentos da maneira mais verdadeira possível, em termos quase clichê. O tamanho do álbum [11 faixas] foi uma resposta a toda aquela bagunça teatral que caracterizaram meus álbuns anteriores. Eu estava ficando cansado de toda aquela baboseira auto-consciente. Eu fiquei realmente enjoado de mim e da minha própria e falida abordagem épica sobre qualquer coisa.

Fleet Foxes de volta ao estúdio

Sabia-se que os Fleet Foxes já estavam há um bom tempo trabalhando no seu segundo álbum e tudo parecia ter terminado quando o vocalista e sidekick-Joanna-Newsom Robin Pecknold disse que a banda “estava indo para NY mixar e masterizar” o disco, o que acabou não acontecendo. Robin veio nesse fim de semana esclarecer via Facebook que a coisa não é bem assim e que eles ainda têm trabalho pela frente:

O disco, mesmo estando perto de ficar pronto, ainda precisa de algumas coisas. Seria legal ter descoberto isso ANTES de ter ido para NY finalizá-lo, mas é assim que acontece. É como rolou no primeiro disco também – eu acho que só duas canções foram mantidas das primeiras 12 que a gente gravou. De volta a caverna. Obrigado por esperarem/se importarem, nós só queremos que fique bem legal.

Nova do Child Rebel Soldiers – “Don’t Stop”

No meio de 2007, pouco antes de lançar seu “Graduation”, Kanye West soltou uma mixtape chamada “Can’t Tell Me Nothing”, que entre as faixas tinha “Us Placers” do então desconhecido grupo CRS (Child Rebel Soldiers). CRS era na verdade o nome sob o qual se escondia a união entre Kanye West, Pharell Williams e Lupe Fiasco e a faixa em questão era basicamente a base o refrão de “The Eraser” do Thom Yorke entrecortada pelo flow dos três rappers. Era uma senhora colaboração e que deixou muita expectativa sobre o que viria dos três num futuro próximo.

Acabou que o projeto não foi para frente como se esperava e só agora os três resolveram soltar outra faixa, “Don’t Stop”, na última das G.O.O.D. Fridays do Kanye. Pois bem, “Don’t Stop” mantém o nível de “Us Placers” sem precisar samplear Thom Yorke e aumenta ainda mais a expectativa por algo mais extenso do supergrupo. Baixe:

Child Rebel Soldiers – Don’t Stop

Novo do Hercules And Love Affair em janeiro

Depois de terem firmado que a disco era cool de novo em 2008 com seu primeiro álbum, o coletivo americano Hercules And Love Affair se prepara para lançar seu segundo trabalho no começo de 2011. Intitulado “Blue Songs” o álbum será lançado dia 31 de janeiro, precedido pelo single “Step Up”, que tem Kele que ajudando nos vocais. Veja o tracklist:

“Blue Songs”
01. “Painted Eyes”
02. “My House”
03. “Answers Come in Dreams”
04. “Leonora”
05. “Boy Blue”
06. “Falling”
07. “I Can’t Wait”
08. “Step Up (feat. Kele)”
09. “Visitor”
10. “It’s Alright”

Vídeos

Antony And The Johnsons – “The Spirit Was Gone”
http://pitchfork-cdn.s3.amazonaws.com/player/DelveMoviePlayer.swf

Foals – “Blue Blood”

Gorillaz no Letterman
http://www.cbs.com/e/s_OOfDZodfrQm8PWdBfvg5R0umj9UDH3/cbs/1/

James Blake – “Limit To Your Love”
http://pitchfork-cdn.s3.amazonaws.com/player/DelveMoviePlayer.swf

The xx – “Crystalized” (ao vivo no Jimmy Kimmel)

Warpaint – “Undertow”

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