As 50 Melhores Músicas Brasileiras de 2010: 50-41

Se você pensar que 6 anos atrás o último disco da Bidê Ou Balde foi puxado por “Mesmo Que Mude”, “Me Deixa Desafinar” vai parecer quase trabalho de amadores. “Me Deixa Desafinar” não é “Mesmo Que Mude”, nem pretende ser. É esse o segredo que mantém a Bidê em forma, mesmo sem se exercitar nos últimos anos: eles não parecem interessados em ser sérios e importantes, só em se divertir um bocado. E quando você tem a capacidade que eles têm para fazer refrões como o dessa faixa, poucas coisas são mais fáceis do que isso. (Livio Vilela)

Bidê Ou Balde – Me Deixa Desafinar

Ninguém pode acusar o povo curitibano de não tentar ter um hype que dure mais de um verão. Deu quase certo com o Bonde do Rolê, quase está dando com o Copacabana Club e todo mundo torce para que dê certo com o Homemade Blockbuster, banda formada há pouco mais de um ano, mas que já cumpriu as formalidades de aparecer na Popload, abrir show de banda internacional e aspirar a uma carreira fora do Brasil. Sem álbum, nem EP, a melhor faixa do grupo, “Sweet Boys Sweet Girls”, circula entre o myspace, os blogs e o tramavirtual com seu refrão, suas guitarras e sintetizadores e a levada “Toque-me na [Insira a balada indie de sua preferência, por favor]”. É surpreendentemente divertida e isso basta, por enquanto. (Livio Vilela)

Homemade Blockbuster – Sweet Boys Sweet Girls

Os curitibanos do Sabonetes parecem estar tendo as dificuldades de sempre em achar seu lugar dentro do pop brasileiro e não é como isso fosse lá uma baita surpresa. Mais do que qualquer outra banda da cena, eles estão tentando fazer o mais arriscado: canções de 3 minutos prontas para tocar na rádio com pretensões claras de atingir um público bem maior do que a média para uma “banda indie grande” no Brasil. “Quando Ela Tira O Vestido”, single lançado no finalzinho de 2009, talvez seja a melhor delas. (Livio Vilela)

Sabonetes – Quando Ela Tira O Vestido

Comparada a outras faixas do Burro Morto, “Foda Do Futuro” soa até recatada. A jam band paraibana teve sua carreira baseada em explosões musicais lascivas, mas em “Foda Do Futuro” não há clímax, nem orgasmo. Ao contrário, é tudo tensão e mais tensão concentrada nos seus pouco mais de 4 minutos. Muita gente pode se perguntar “E por que não?”. No entanto, o Burro Morto provou ser tão bom não fazendo aquilo que se espera como quando fazem exatamente aquilo que a gente quer. (Livio Vilela)

Burro Morto – Foda Do Futuro

“Sombrio, mas certeiro / Só um frio, passageiro” diz Bárbara Eugênia no refrão de “Haru”. A frase poderia ser tomada como uma boa descrição do seu disco de estreia, “Journal de BAD”. Entretanto, a cantora, tão lembrada por sua voz grave e melancólica, não parece tão triste assim na faixa. Não fossem os elementos modernos (quase um Mombojó com mulher no vocal), “Haru” seria uma bossa daquelas bem agridoces, de uma versatilidade rara entre as cantoras brasileiras de hoje em dia. (Livio Vilela)

Bárbara Eugênia – Haru

O Tono não é tão fácil de entender quanto parece. Mesmo tendo na sua formação um membro da família real da música brasileira (Bem Gil, guitarrista, filho e músico da banda de Gilberto Gil), a banda ainda permance como um bom segredo carioca. Muito disso é culpa das tímidas investidas do quinteto até aqui (eles já tem 2 bons discos e o máximo que chegaram foi até o Espírito Santo), o que parece mudar com “Me Sara”, música popíssíma que puxa o segundo álbum do grupo. A música, que já era boa na sua vibrante versão ao vivo, recebeu um novo arranjo de guitarras e teclado, que faz cama para bom duelo de voz de Rafael Rocha e Ana Cláudia. (Livio Vilela)

Tono – Me Sara

A melhor definição do projeto do curitibano Péricles Martins vem de ninguém menos que Justin Timberlake: “Esse DJ de 21 anos do sul do Brasil faz batidas suaves e sensuais para serem ouvidas ao pôr do sol”. “I’ve Got Tonight” é mais um de seus hits. Disco-sensual anos 70/80, a faixa usa e abusa de sintetizadores e vocoder. Se não coloca todo mundo pra dançar como seus trabalhos anteriores, funciona por mostrar que, debaixo de todo brilho e luzes estroboscópicas, há um coração solitário fazendo de tudo para te levar para casa essa noite. (Tomás Pinheiro)

Boss In Drama – I’ve Got Tonight

O Apanhador Só foi uma das boas novidades deste ano, mesmo tendo que aguentar as comparações com os Los Hermanos, como todas as bandas que se dignam a fazer rock com influências brasileiras. Por sorte, mostraram que são bem mais que isso em canções como “Um Rei e o Zé”. A canção, que está no debut do grupo, faz um contraponto do cara perdido (Zé), que está numa conversa com um rei. Ele lhe mostra uma nova filosofia de vida, mas o Zé não consegue entender ou aceitar, bem parecido com o pessoal que parece não acreditar que a Apanhador Só tem tudo para ter uma longa carreira pela frente. (Alê dos Santos)

Apanhador Só – Um Rei e o Zé

“Pelos Cantos” é o tipo de música que não nasce preferida. Última faixa do ótimo “Sobre Todas e Qualquer Coisa”, é tão mutante, amorfa e indecifrável quanto todas as outras faixas do disco. Mas há uma coisa que a distingue: do meio de todo ruído e toda a confusão sonora com clima de cântico deturpado que a faixa tem, surge um ritmo que, se for pra pensar numa pista de dança metafórica, seria perfeitamente dançável. (Rafael Abreu)

M. Takara 3 – Pelos Cantos

Quando você faz algo conceitualmente tão épico quanto o disco triplo que o ex-brincando de deus Messias fez em sua estreia solo, parece difícil fazer uma faixa de abertura à altura. Mas “Resilience”, faixa 1 do do disco 1 (“Escrever-me”), faz exatamente isso. Começando calma e melancólica, mas em seguida se mostrando pesada e tempestuosa, a faixa funciona como um cavalo de Tróia te puxando para dentro do disco. Uma vez lá, acredite, é difícil voltar. (Livio Vilela)

Messias – Resilience

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3 respostas para As 50 Melhores Músicas Brasileiras de 2010: 50-41

  1. Pingback: Tweets that mention As 50 Melhores Músicas Brasileiras de 2010: 50-41 | Bloody Pop -- Topsy.com

  2. Debora Fracalossi disse:

    Espero ver We’re a Lie dos Hatchets nessa lista. Vi um show dos garotos no Studio Sp e eles são o Two Door Cinema Club paulistano, não consigo parar de ouvir!

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