Depois de um três dias de férias, já vou logo avisando que já já (tipo, segunda) o Bloody Pop finalmente encerra o semi-hiato e volta 100%, com layout novo, novas seções e novos colaboradores (que já até deram as caras por aqui). Enquanto isso, para não deixar o assunto pegar poeira, vamos de randomizando rápido e rasteiro. [continue lendo…]
Logo quando “Calavera” saiu, rascunhei um texto no tumblr com a seguinte pergunta: poderia o Guizado ter feito o disco brasileiro do ano? Para mim, a pergunta continua quicando quase três meses depois, apenas com respostas circunstanciais (sim, até aqui). No entanto, infelizmente, não vi muita gente dando ao álbum o merecido valor. Pois bem.
Naquele mesmo texto, falava de uma espécie de abertura conceitual de “Calavera” em relação ao primeiro do trompetista, “Punx”, e a primeira impressão continua. O fato de Guilherme Mendonça ter saído do casulo que a tag “música instrumental paulistana entre a eletrônica, o dub e o jazz” o mantinha pode ter irritado alguns que até o acusaram de facilitar as coisas. Guilherme pode ter se aberto de vez ao rock, mas sua música continua essencialmente cerebral e infinitamente mais diveritda do que antes.
Prova maior dessa nova fase – a de Guizado como banda de rock com Curumin e Régis Damasceno – é a terceira faixa do álbum, “Girando”.Na faixa, o ritmo quase kraut imposto pelo MPC de Guilherme e a bateria de Curumin colide com os vocais etéreos de Karina Buhr e nos “trompetes delirantes” que você já espera (e que curiosamente me lembraram da trilha de Sonic 2 para Mega Drive). Nem céu, nem terra, “Girando” flutua lindamente nesse novo espaço que o Guizado desenhou para si.
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É o dilema clássico do rock. Evoluir ou se repetir? A pergunta que já levou muitas bandas para o buraco é encarada pelo Mystery Jets neste terceiro álbum (quarto, se contarmos o lançamento de “Zootime” nos EUA, mistura do primeiro álbum com o EP “Flotsam and Jetsam”). Seguindo o exemplo de grandes bandas eles optaram pela não-repetição, o que não quer dizer que eles evoluiriam exatamente. [continue lendo…]
O Venus Volts morreu, mas não morreu ainda. A banda de Campinas anunciou o fim das suas atividades há alguns meses atrás, mas lança disco hoje para download pelos chapas do Rock’n'Beats, antes de fazerem o show de despedida nesse sábado. O disco ganhou o nome proposital de “Venus Volts Is Dead?”, que não põe a última pá de terra sobre o caixão. De qualquer forma, os fãs poderão acompanhar a banda anunciada pelo guitarrista Pelle, que surge das cinzas do Venus Volts.
Venus Volts @ Bar do Zé (Campinas, SP)
Quando: 24/07
Onde: Bar do Zé – Rua Albino JB de Oliveira, 1325 – Campinas/SP
Quanto: R$10
30 de julho é a data em que o décimo álbum da carreira do Pato Fu deve estar chegando na casa dos mais apressados que comprarem o CD na pré-venda. “Musica de Brinquedo” chega via Deck e será composto 12 covers embalados pela capa ao lado. O título vem do conceito por trás do trabalho: quase todos os sons são feitos por instrumentos de brinquedo ou miniaturas.
A banda documentou todo processo de gravação em vídeo e está mantendo o blog da banda bastante atualizado com informações de bastidores. Olha como ficou “Live And Let Die”:
O tracklist de “Música De Brinquedo”, depois do pulo.
“Música De Brinquedo”
01. “Primavera (Vai Chuva)”
02. “Sonífera Ilha”
03. “Rock And Roll Lullaby”
04. “Frevo Mulher”
05. “Ovelha Negra”
06. “Todos Estão Surdos”
07. “Live And Let Die”
08. “Pelo Interfone”
09. “Twiggy Twiggy”
10. “My Girl”
11. “Ska”
12. “Love Me Tender”
O Deerhunter anunciou seu novo disco “Halycon Digest” no início do mês com uma estratégia de marketing bem interessante e divertida. Apostando na boa vontade de sua base de fãs, propuseram uma tarefa para as pessoas divulgassem o álbum através de posters que deveriam ser colados onde você bem entendesse e fotografados para enviar de volta para banda. Quem cumprisse o desafio, teria acesso ao primeiro single do álbum, “Revival”, antes de todo mundo.
E foi isso que aconteceu hoje. Depois de colarem seus cartazes por aí, alguns fãs receberam um link e uma senha (tapereel) que dá acesso ao single digital de “Revival” (com o b-side “Primitive 3D” e a capa ao lado) e quatro outras faixas que não entraram em “Halycon Digest” – “Radio Play”, “Daybeans” e “Scruffy Scruff” – todas bem boas, por sinal.
Você até pode não ter cumprido com suas obrigações da #FamiliaDeerhunter, mas baixa lá:
Se você não gosta de Arcade Fire, vale o aviso: a partir desse momento até daqui a dois ou três meses você será bombardeado pelo falatório em torno do lançamento de “The Suburbs”. Não tem jeito, não tem como evitar se você quiser continuar acessando a internet.
A história do Ra Ra Riot é basicamente uma história de superação. Imagina se no auge do hype em cima da sua banda seu baterista morresse? Isso aconteceu com o Ra Ra Riot e acabou atrasando o debut “The Rhumb Line”, além de acrescentar contornos macabros a “Dying Is Fine”, hit da banda até ali.
Dois anos e um projeto paralelo se passaram e a banda se prepara para lançar o segundo álbum, “The Orchard”, no fim de agosto. O single “Boy” foi liberado hoje no site do grupo, espantando de vez a nuvem negra que pairava sobre “The Rhumb Line”. Mais do que isso, “Boy” é uma das faixas mais divertidas que a banda já lançou, num nível de excelência pop que Wes Miles só tinha apresentado até aqui em “Too Too Too Fast”, a melhor do debut e em algumas do Discovery, projeto dele e do tecladista do Vampire Weekend que lançou disco ano passado.
As capas acima são dos 12 álbuns indicados a edição 2010 do Mercury Prize, premiação tradicional da música britânica que coroa – segundo a votação de jornalistas, radialistas e “gente da música” – o melhor disco britânico dos últimos 12 meses.
Na classe de 2010, além temos nomes queridos do blog com o Wild Beast (meu favorito), The XX e o último disco do Foals, temos também os elogiados discos da turminha folk britânica – Laura Marling e Mumford & Sons – mais um grande disco do Paul Weller (o melhor dele em muito tempo), as costumeiras indicações pop (o já vencedor Dizzee Rascal, Corine Bailey Rae e Biffy Clyro) e jazz (Kit Downes Trio), e as possíveis zebras (Villagers, aposta da Domino Records, e o disco novo do I Am Kloot, banda da “geração Coldplay” que pouca gente lembrava que existia). Uma bela shortlist, devo dizer.
Biffy Clyro – “Only Revolutions”
Corinne Bailey Rae – “The Sea”
Dizzee Rascal – “Tongue N Cheek”
Foals – “Total Life Forever”
I Am Kloot – “Sky At Night”
Kit Downes Trio – “Golden”
Laura Marling – “I Speak Because I Can”
Mumford & Sons – “Sigh No More”
Paul Weller – “Wake Up The Nation”
Villagers – “Becoming A Jackal”
Wild Beasts – “Two Dancers”
The XX – “XX”
Favoritos? The XX, Laura Marling e Mumford & Sons, com Wild Beasts e Paul Weller correndo por fora. O resultado sai dia 7 de setembro.
O INMWT pegou todo mundo de surpresa ontem de noite com o que foi a provável melhor notícia da semana, se o Radiohead e o Arcade Fire não interferirem: sim, amigos, o muito aguardado disco que estava sendo preparado nos últimos 2 anos pelo Do Amor vazou. Agora o Pepeu pode baixar em você também /standupbr.
O vazamento aparentemente não estava nos planos da banda, que estava preparando um lançamento (download, CD e vinil) para o início de agosto, data que deve ser mantida oficialmente. Um EP de músicas feitas depois do disco, como uma das minhas favoritas “Mindingo”, deve sair ainda em 2010 também.
Eu não entendo a MTV. Eu não entendo o que eles querem que aconteça num futuro próximo na música brasileira, o que as pessoas pensem do canal e como as pessoas reajam às ações da emissora. É simplesmente esquizofrênico demais para mim. Primeiro foi aquela reestruturação do site, trezentos blogs criados, 2% atualizados decentemente. Daí um “mini-VMB” online a cada duas semanas para uma centena de jovens artistas jogarem sua pouca audiência para tentar conseguir mais uma linha no release – “ganhamos um prêmio na MTV, sabe, seu jornalista”. Agora olha um apanhado das indicações do VMB 2010: Restart, NX Zero, Pitty, Sandy sem Júnior, Mallu, Skank, Otto, Karina Buhr, The Name, Apanhador Só, Janelle, School Of Seven Bells e TORO Y MOI! TORO Y MOI!
O que eles estão tentando dizer aqui? Que é suuuupernormal e bacana esse mundo em que o Restart e a família podem conviver numa boa com o Toro Y Moi e o Darwin Deez? Que é tranquilo e justo colocar a Karina Buhr para disputar na briga-de-foice-com-calça-colorida que virou a categoria Revelação? Ou então, que é válido insistir nessas categorias revelação-da-revelação que no fim das contas acabam sendo mais um beijo da morte, um “apostamos que esse artistas vão despontar para o… anonimato”? Mesmo que pelo menos metade artistas podiam ir bem mais longe se fossem decentemente cobertos pela MTV? Será que as 10 pessoas que votariam no Toro Y Moi vão passar a assistir a Mari Moon?
Nesse ponto, ainda que as indicações sejam ainda mais nefastas, acho honesto o Multishow colocar tudo (aparentemente) na mão da audiência. Vocês querem Luan Santana? Vocês têm. Vocês querem Rebolation? Vocês recebem também. Vocês não querem Toro Y Moi, mas querem o Restart? Tudo bem para gente. Vou só criar uma categoria indie para promover o programa do Egdar, ok? Ok. É duro de assistir, mas eu entendo o que o Multishow quer. A MTV não, ela me dá dor de cabeça e, quando muito, falsas esperanças. É desonesta comigo, que vou votar no Toro Y Moi, na Karina Buhr e no Apanhador Só.
Uma das coisas que eu nunca sei quando eu estou vendo ou ouvindo alguma coisa relacionada aos Klaxons é se eles estão rindo de mim ou comigo. E enquanto a música estivesse boa, isso realmente não importava.
Mas “Surfing The Void” está virando a esquina e – acho que você concorda comigo aqui – além da capa, nada chamou nossa atenção musicalmente. “Flashover”, uhm, parece Linkin Park e essa “Echoes” é só Muse sem o Matt Belamy tentando imitar o caolho. Daí chega esse vídeo, que seria hilário (pode ser uma tirrada de sarro básica no Killers e no Muse) se a banda não parecesse tão…convincente. Não sei o que pensar.
Cultura participativa é um termo cada vez mais presente em debates de comunicação. Hoje tudo se recria, se recicla. O público é o artista e vice-versa. Com isso aparece um movimento que pode ser um dos grandes símbolos desse novo processo cultural: o Mashup. A arte da mistura, da colagem sonora está hoje presente nas mais diferentes cenas e ninguém sabe mais onde, quando e nem pariu os primeiros mashups. O que se pode afirmar é que a linguagem se estabeleceu nos EUA e na Europa a partir de 2004, agora virou fenômeno no Brasil.
O pioneiro disso tudo no país foi o DJ Lúcio K que lá nos anos 80 já fazia suas misturas de ritmos brasileiros com sucessos estrangeiros. A cena começa a crescer a partir dos anos 2000 quando aparecem personalidades como João Brasil, Brutal Redneck e “a Mallu Magalhães dos mashups”, o capixaba André Paste, grande parte deles já passarão ou passarão pela Bootie, festa nascida em São Franscisco que se espalhou por diversas cidades do globo, incluindo o Rio de Janeiro, que tem recebido edições bombadas há algum tempo. Aproveitando mais uma edição nessa sexta-feira, na Fosfoxbox em Copacabana, o Bloody Pop faz um apanhados dos nossos nomes favoritos da cena brasileira e disseca para você. [continue lendo…]
Mesmo que o Cut Copy tivesse falado que o disco novo está quase pronto, ninguém esperava que a banda fosse lançar algum material tão cedo, já que o terceiro álbum da banda (mixado pelo Ben Allen do “MPP”) só está previsto pra o início do ano que vem. Daí que os australianos pegaram todo mundo de surpresa com “Where I’m Going”, um belo aviso de que eles continuam, sim, muito bem.
A faixa é bastante diferente do synth-pop extravagante do clássico (já pode, Arnaldo?) “In Ghost Colours”, pegando um pouco a linha das canções mais roqueiras do álbum (“Unforgettable Season”, principalmente) e adicionando a elas pegada melódica que é quase Beach Boys, mas lembra XTC, U2 e Cocteau Twins do “Heaven Or Las Vegas” no caminho. Não é exatamente para dançar, mas quem liga?
O show do Belle And Sebastian no Planeta Terra ainda está a uns longos 4 meses de distância, mas já dá para começar a sentir o gostinho pelos vídeos que vão sair da turnê que a banda iniciou essa semana na Finlândia. “I Didn’t See It Coming” já é do disco novo que a banda lança logo mais. Os sintetizadores do começo podem te lembrar “Electronic Renaissance”, mas a música não tem nada da a ver com a pegada new wave da faixa, é puro indie pop pura raça, sem o groove dos últimos discos.
O disco mais recente do Metric, “Fantasies”, já completou mais de um ano, mas continua rendendo.
No último dia 12 o site Daytrotter disponibilizou duas faixas acústicas gravadas pelo grupo para o “Daytrotter Sessions”. Para fazer o download grátis de “Help Me Alive” e “Gimme Sympathy” é preciso ter uma conta que pode ser feita gratuitamente.
Em maio do ano passado, Nathan Williams, o rapaz por detrás do Wavves, fora convidado a fazer sua primeira grande turnê europeia (cerca de 30 apresentações), na esteira do seu barulhento e elogiado segundo disco, Wavvves (2009). Foi quando, ainda no primeiro show, aconteceu isto. LOCO DE DORGAS, Nathan não conseguia articular bem uma só nota, ficou babando em cima do palco e ainda discutiu com seu baterista, quando este se cansou de ser vaiado e o deixou sozinho no palco. Bem, o resultado desse incidente foi que toda aquela turnê europeia foi cancelada e o Wavves voltou para sua casa na California bem mais cedo do que imaginava. Talvez esse incidente na carreira de Nathan Williams não tenha sido central na mudança de som no novo disco do Wavves, “King Of The Beach”, mas o rapaz certamente perdeu crédito com quem acreditava no seu trabalho. [continue lendo…]
“Stranded”, ao que parece, era apenas uma cartão de boas vindas em ritmo de marcha fúnebre. A “Lisbon” do The Walkmen começa a se descortinar mais solar nessas duas novas que o One Thirdy BPM soltou hoje. As duas boas.
O casal formado por Letícia Novaes e pelo multi-instrumentista do Binário Lucas Vasconcellos tem sido um daqueles segredos cariocas bem guardados entre o finado Cinematheque, a Lapa e a praia de Ipanema. Apesar de já terem levado o hypado show “Churrasquinho Sunset” para SP, o primeiro disco do Letuce, “Plano De Fuga Para Cima dos Outros E De Mim”, continua numa injusta obscuridade, apesar de estar por aí desde o finzinho do ano passado. [continue lendo…]