Nova do Fleet Foxes – "Helplessness Blues"

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A bela imagem da widget acima é a recém-divulgada capa do segundo disco do Fleet Foxes, “Helplessness Blues”, que será lançado pela Sub Pop dia 3 de maio. A primeira música divulgada é a faixa-título, que pode ser ouvida e baixada no mesmo widget.

“Helplessness Blues”, a faixa, mostra o Fleet Foxes exatamente onde eles pararam em 2008, um pouco mais rústicos, mais Dylan, com uma visão um tanto mais épica do que de costume. É uma bela canção e um bom começo para um dos discos mais aguardados do ano. Resta saber se as canções queo vocalista Robin Pecknold apresentou na turnê ao lado de Joanna Newsom ano passado vão parar no disco ou não.

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Disco: "Blue Songs", Hercules & Love Affair

Originalmente publicado no Dia a Disco

Não sei se alguém já disse isso, mas o que me parece cada vez mais claro é que os anos 2000 foram a década retrospectiva. Ressuscitando o pós-punk pouco tempo depois de seu nascimento, louvando toda uma estética oitentista por quase toda a sua vida e fazendo uma história alternativa que se baseava (mas não se restringia) a um folk mais clássico, a década gerou uma cria sonora que, em sua maioria, não nasceu isenta de um precedente que seja. O que não significa que estejamos falando, sempre de música retrô. Todo mundo se inspira em todo mundo desde que o mundo é mundo e que o Roxy Music é music. Com o fim da primeira década de um novo milênio e o início de uma nova década que mal sabe a que veio, parece haver uma mudança de ventos. O jogo referencial de quem-tirou-o-que-de-quem ainda continua, mas o movimento (não no sentido de escola ou grupo estético, mas dedireção) parece ser mais de revisionismo que revisitação. Porque, convenhamos, os anos 1980 estão distantes o suficiente pra que apresentem tanto uma parte extravagante quanto outra, muito mais descolada. Enquanto a tendência, até meados dos anos 2000, era “aprender com os mestres” e se espelhar no que havia de melhor e menos brega do passado na hora de fazer o futuro, a onda, agora, é rever os próprios conceitos. A recontextualização (e admissão, até certo ponto, do estilo original) da disco music e a repescagem de artistas ou gêneros que em sua própria época não viram muito a luz do dia (ALÔ CHILLWAVE) já são um sintoma desse novo modo fazer música.

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Disco: "Mono Maçã", Lê Almeida

Originalmente publicado no Dia a Disco

Se fosse pra falar em termos tradicionais (e ultrapassados), Mono Maçã não seria exatamente um álbum cheio e sim cinco ou quatro canções postas num disco com algumas vinhetas musicais. Vivendo no tempo em que estamos, no entanto, descartar a idéia de”Mono Maçã” como uma obra, principalmente pela “justificativa” das faixas menores, quase microscópicas, é o mesmo que dizer que oTransporpiraçõesSemi Hippie são músicas. Taxar os 39 segundos de Sonho K e o meio minuto de Jardim da Tarde como vinhetas é uma questão de descrever, não esgotar. Pois por mais efêmera que seja a audição do disco (cuja duração mal chega aos 21 minutos), o que se ouve é uma obra completa e desenvolvida.

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As 50 Melhores Músicas Brasileiras de 2010: 10-01

De todas as lições que Thiago Pethit deve ter aprendido durante a confecção do seu primeiro álbum, suspeito que a mais valiosa foi contenção. Havia sempre muito drama, muitas referências e muitas intenções na música de Thiago pré-“Berlim, Texas” e isso por muitas vezes tirava o brilho das canções. Você, claro, podia elogiar os arranjos, a voz e os vários estilos que Thiago interpretava, mas era sempre muito difícil achar um denominador comum, um personagem que ligasse toda aquela trama. Até “Mapa-Múndi”. Escolhida como primeiro single do álbum, a canção resume o exercício minimalista que é “Berlim, Texas”. Pela maior parte da valsinha, ouve-se apenas um piano e voz de Thiago, mais segura do que nunca, pedindo notícias de um amor distante. Thiago aparenta ter uma imensa bagagem que está ávido para explorar, mas em “Mapa-Múndi” ele se basta. E pela primeira, sabemos que ele está exatamente aonde queria. (Livio Vilela)

Thiago Pethit – Mapa-Múndi

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As 50 Melhores Músicas Internacionais de 2010: 10-01

“I Want To Be Well” é certamente das músicas mais ansiosas que Sufjan Stevens já compôs. As batidas eletrônicas, os sopros, as cordas, os backing vocals, tudo na música reflete uma urgência nervosa não muito comum no trabalho do compositor. E mesmo quando Sufjan, mais ou menos na metade da faixa, reduz a velocidade dessa viagem alucinada por dentro de si mesmo, é só para preceder e preparar o momento logo após no qual tudo – cantor, música, letra – explode numa declaração que resume todo o trabalho de Sufjan Stevens: “eu não estou pra putaria” – como o Rafael perfeitamente traduziu o “I’m not fucking around” que o cantor grita com a emoção à flor da pele. Épica, como nada mais em 2010. (Matheus Vinhal)

Sufjan Stevens – I Want To Be Well

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Disco: "Tono", Tono

Foi por descuido do calendário que o Tono não fez o barulho que deveria ter feito. Perdido num mês em que sobram festas, compromissos de última hora, horas longe da internet e um bocado mais de preguiça, o segundo disco de Rafael Rocha (bateria e voz), Bem Gil (guitarra), Bruno Di Lullo (baixo), Ana Cláudia (voz e metalofone) e Leandro Floresta (flauta e sintetizador) acabou ficando pro início do ano que ainda engatinha em seu quinto dia. Continuar lendo

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Repeat: "Britney Bitch", André Paste

Eu não entrei na onda do André Paste logo de início.  A verdade é que, pelo menos pra mim, nem os sets nem os mashups que ele fazia aqui por Vitorinha estavam completamente maduros. Passando por cima de todo o hype e conseguindo sair do outro lado com uma técnica aperfeiçoada e focada para seus mashups, o garoto prodígio da música brasileira pós-moderna vem se estabelecendo cada vez mais como um ótimo artista. Quer dizer, o set da festa que mudou a minha opinião sobre o rapaz tinha desde trilha sonora do rei leão à POPERÔ (que gerou esse clipe CLÁSSICO), passando por disco music descaradamente deliciosa. Foi logo depois que eu já tinha sucumbido à delícia do Heartbreaker e os Avassaladores unidos num eletro funk carioca de primeira que eu tive certeza que o André Paste tinha encontrado a sua própria voz.

A vez, agora é de Britney e MC Marcelly. A superprodução impecável de “Toxic” se une ao feminismo deturpado de “Bonde das Prostitutas”. E não dá pra explicar, a melhor coisa a fazer é ouvir. O que dá pra dizer é que o legal do André Paste, do João Brasil e dos outros milhares de anônimos que fazem vídeos e músicas de outros vídeos e músicas é que eles abraçam o que já deveria estar em voga há muito tempo: tudo é permitdo. Não tem essa de “funk não é cultura” ou “tecnobrega é tosco demais” (o que acaba sendo um preconceito velado e às vezes nem percebido por quem fala): o que importa, aqui, é a diversão.

http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F9359085 Britney Bitch – André Paste by shuffledoandre

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